Live Room

Sombreros mexicanos, chilis de plástico e a Nossa Senhora de Guadalupe dão o tom latino, além da própria construção em reboco aparente e fachada que remetem ao estilo Santa Fé. Materiais de demolição foram escolhidos a dedo por Tom Capone em fazendas antigas de Minas Gerais, Estado em que está localizada a sede do escritório de Renato Cipriano da WSDG, projetista da marca que assina o projeto acústico junto com o próprio Tom. “A interação entre as necessidades acústicas e as demandas estéticas foi sem dúvida alguma o maior desafio neste projeto. Cada um teve que ceder um pouco de cada lado para a obtenção do resultado encontrado, a exemplo do exclusivíssimo difusor QRD feito em adobe”. Tom era aficionado por música, instrumentos e equipamentos. Estava sempre em busca de diferentes sonoridades, marca pessoal que fez da Toca um paraíso musical: Amplificadores Marshal á escolha do freguês, Vox, Ampeg, Fender Rhodes, um piano de cauda Yamaha C2, pedais, guitarras, baixos, violões e violas e até um bouzouki grego feito especialmente para ele. Seu acervo conta com muitas preciosidades.

A sala técnica do estúdio mede aproximadamente 25 m2 e foi projetada com um sistema de monitoração que possibilita mixagens 2.0 e 5.1. A mixagem do DVD InCité, do Lenine, estreou este último sistema antes mesmo da inauguração do estúdio em 2001. Guarnecido com portas com índice de isolamento STC-38, o visor entre técnica e sala de gravação foi feito com dois vidros laminados de 15 mm e 18 mm, inclinados de forma a contribuir na acústica interna e promover um isolamento superior a 50db. Incluindo a última versão do sistema de Pro-Tools e o conhecido rack de compressores Pré-Neves, completam a lista de equipamentos state-of-the-art garimpados por Tom Capone um Manley 16×12, o processador Tc Electronic M6000, o divo e cobiçado microfone Telefunken, etc. Entre as peculiaridades do estúdio, uma bioconstrução erguida com paredes duplas em blocos adobes com 20 cm de espessura preenchidos com areia e materiais de demolição provenientes de antigas fazendas do interior de Minas Gerais, como as madeiras que revestem o chão e o teto, é que, por obra do acaso, o çhão ficou incrivelmente afinado e chegou a ser utilizado como percussão num solo de Buffalo Soldier, do disco Kaya N’Gandaya, de Gilberto Gil, na música A feminina voz do canto, de Milton Nascimento e em Casa Pré-Fabricada, do segundo disco de Maria Rita. (Saiba Mais) 
 
 
 
 


 

Instrumentos

Tom era aficionado por música,instrumentos e equipamentos. Estava sempre em busca de diferentes sonoridades. O acervo conta com mais de 100 instrumentos de cordas com muitas preciosidades, acústicos e elétricos, provenientes de diferentes lugares e cada um com sua história.  São guitarras, violões, violas, dobro, violino, bouzouki grego, baixos… Os instrumentos ficam enfileirados no mezanino da sala de gravação. Parede de cabeçotes Marshall, Mesa Boogie, Ampeg e Fender, combos Vox, Marshall, Trace Elliot, Fender e Ampeg, um gaveteiro repleto de pedais de efeito, incluindo um reverber de mola Fender,  um Space Echo Tape Echo Rockabilly Psych 70’s, piano de cauda Yamaha C2, um piano elétrico Fender Rhodes, um set de bateria TAMA e outro RMV, esta fabricada especialmente para a Toca do Bandido. Ela tem uma configuração diferente com tons bem rasos e três bumbos de tamanhos diferentes que também funcionam como zabumbas.

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